A série GRIOT – Por Sulamita Theodoro


A série GRIOT (griô) de cervejas e a importância de contar outras histórias.

Por Sulamita Theodoro

“A lua anda devagar / Mas atravessa o mundo” este Provérbio Africano me remete ao trabalho que iniciamos através da Série de cervejas Griot, unindo diálogo, saberes, boas pessoas e intenção.

Nossos passos, todos eles, vêm de longe e a caminhada sempre nos traz algum aprendizado, graças às pessoas dispostas a prática de contar essas histórias, mas também pela escuta ativa e empática, dos que, atentos, buscam ações afirmativas para romper com as desigualdades em nossa sociedade. 

Este projeto surge do incômodo e do desejo por fazer diferente e, quanto melhor pudermos, para que as questões do racismo estrutural não estejam mais encobertas sob a cortina da ignorância e negacionismo.

Dividimos nossas impressões, experiências e olhares em busca de iniciativas antirracistas, resultando no lançamento da Série Griot, com três cervejas. Apresentamos a primeira cerveja, que teve como conceito a filosofia Bantu, o livro de Conceição Evaristo, Ponciá Vicêncio e as reflexões sobre tempo-espaço e reflexões acerca da Cafuza que trazia em seu rótulo a imagem de uma mulher negra e uma receita de cerveja escura estilo Stout, ressaltando a urgência que o momento pede para o posicionamento em prol da equidade racial e do reconhecimento das histórias por detrás dos rostos e corpos negros.

Não espere obviedades na receita, pois essa cerveja traz memórias em notas de aromas que podem remeter a outras épocas e territórios, transpondo tempo-espaço, rompendo com as ideias mesquinhas de submissão baseada na cor da pele e propondo todo um Angorô de possibilidades a partir da união de elementos e dos diálogos que se farão necessários ao compartilharem essa cerveja.

Veja também:

Hantu, a primeira cerveja da Série Griot

Descolonize – Decolonize – Por Sara Araújo

Griot – Por Glauco Ribeiro